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O Fantasma do Natal Passado

Posted in dunk sincerity, Uncategorized on 13 dezembro 2010 by punkdoc

Neste fim de ano recebi uma inusitada visita de uma parte do meu passado: a minha adolescência!

Começou de mansinho, com um show do Millencolin no fim do mês passado. Nesta tour, eles comemoravam o aniversário de 10 anos do lançamento do cd “Penny Bridge Pioneers”, que foi o primeiro disco de hardcore de uma banda que eu comprei (antes dele só havia comprado coletâneas). O show foi legal mas com pouco gás: os caras já deviam estar cansados de tocar o mesmo set todos os dias por toda a turnê, mas foi a chance da minha vida de entrar numa roda de pogo ao som deles. Na primeira vez que eles vieram, em 1998, eu ainda não conhecia a banda (conheci 1 mês depois, que azar :/ ). Na segunda, em 2006, eu estava lá, o show foi lindo, mas não pude aproveitar ao máximo pois havia acabado de fazer uma cirurgia delicada na perna. Então essa era A vez. E assim foi, não saí da roda um minuto que ela tenha durado, para compensar tudo o que eu já perdi.

Logo no início de dezembro, chegou a vez do Pennywise. Quando eles vieram ao Rio em 2004 eu quase (muito quase) morri na roda, mas desta vez havia um porém: o vocalista novo, Zoli Teglas. Eu gosto bastante de Ignite e acho que ele faz um ótimo trabalho lá, mas Pennywise é simplesmente minha banda favorita. E eu achava que o estilo do Zoli, mais refinado e afinado, ia macular o PW que eu conhecia: rápido, duro e direto. Passei o começo do show na lateral do Circo, só olhando, achando tudo meio estranho: o timbre, o clima, a movimentação do cara no palco. Depois de umas 3 músicas me veio um pensamento: ” Você vai mesmo deixar de entrar na roda por isso?”. Então eu me joguei, e não sei se foram as porradas, as cervejas ou a conjunção dos astros, mas passei a achar tudo mais legal e intenso. Ainda não era o Pennywise que eu conhecia mas era era o melhor que podia ser. Eu assistiria esse show de novo e isso é um elogio e tanto vindo de uma fã velha e ranzinza.

E ontem eu vi (ou será que sonhei) uma coisa que eu achei que morreria sem ver: um show do Street Bulldogs. Essa foi uma das bandas que mudou a minha vida: a primeira vez que escutei, senti um troço crescedo dentro de mim, uma inquietação, uma vontade de mudar o mundo! Não sei descrever, só sei que todos os meu sonhos mudaram naquele momento. Mas apesar disso, eu NUNCA tinha visto um show do Street. Eu era uma adolescente solitária, vivia sozinha no meu mundo de músicas encantadas, e não conhecia ninguém com quem compartilhá-lo. E não tinha coragem de ir sozinha a um show pois achava que iam me olhar torto, me julgar. Assim, depois que eu finalmente “got a life” os Bulldogs não vieram ao Rio. Por isso, quando soube do fim da banda, fiquei inconsolável.

Pois chegou a minha redenção. O show mais improvável da história foi marcado e depois de vários dramas que no momento são irrelevantes, peguei um avião para São Paulo com o meu namorado, com a ansiedade a mil, para ver a banda da minha vida. Logo na porta do Hangar, vi um rosto conhecido do Twitter, o Thiagonix. Fui puxar papo e o cara foi super simpático e receptivo e nos fez ficar a vontade num lugar totalmente desconhecido. >>Fast Forward>> No fim do show do Hateen eu fui chegando pra frente pra garantir meu lugar. Enquanto as cortinas estavam fechadas parecia que meu coração ia sair pela boca. Quando eles começaram a tocar eu comecei a cantar desesperadamente como se aquele fosse o último dos dias. Pela primeira vez na minha vida, eu não sabia se eu entrava na roda ou se ficava só olhando, por que eu queria gravar todos os instantes na minha mente, mas historicamente, eu sempre consigo “sentir” melhor um show pogando. Sabe aquele troço que vai crescendo dentro do peito… aquela inquietação, a vontade de mudar o mundo? Senti tudo outra vez.

Minha avó sempre dizia que eu não devia me preocupar, por que o que era meu estava guardado. E esse show estava guardado pra mim!

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Minha Vida em 5 Músicas

Posted in Uncategorized on 17 junho 2010 by punkdoc

A primeira música que meu pai me ensinou a cantar

The Beatles – Hello Goodbye

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A música que me fez gostar de rock

Foo Fighters – Monkey Wrench

A música que me fez descobrir o underground

Street Bulldogs – We Build Our Own Way

A música que me fez querer fazer parte dele (underground)

Me First & The Gimme Gimmes – Only the Good Die Young

A música que me provou que era possível fazer o som que eu gostava em português

Aditive – Ganhar ou Perder

Parabéns, Karina!

Posted in Uncategorized on 17 março 2010 by punkdoc

Eu conheço a Karina desde que ela tinha 16 anos e eu 17. Na época, tocávamos num banda de meninas chamada Punkitas. Os pais não queriam que ela tivesse banda, então os ensaios rolavam de uma maneira superclandestina e olhando para trás, bem divertida. As vezes no meio do ensaio, tocava o celular e ela mandava todo mundo fazer silêncio enquanto dizia: “Tô no shopping, mãe!” Mas nós éramos jovens, inexperientes e tínhamos um geninho do cão, o que acabou levando ao fim da banda.

Um ano depois, ela me chamou para tocar em outra banda. Dessa vez, eu, particularmente, achava que ia mudar o mundo. Mas o que mudou foram as nossas vidas. Com pouco tempo de banda, todos os integrantes (que incluia um menino, coitado, preso no meio de garotas punks de TPM) entraram na faculdade e descobriram que pela primeira vez na vida teriam que perder noites e noites estudando. A banda não teve um fim definido, mas foi ficando cada vez mais difícil de encontrar tempo para ela.

E num tempo de agendas de telefones virtuais em celulares, acabei perdendo contato com a Karina junto com o meu Motorola Vulcan. Ficamos uns 3 ou 4 anos sem saber uma da outra.

Eis que um dia eu a vi, parada em frente a um edifício de escritórios no centro do Rio. Ela, de roupa social e maquiada, saindo de uma entrevista de emprego; eu de all-star e camiseta acompanhando meu namorado na compra de uma placa-de-vídeo-fodástica-pra-jogar-online. Confesso que, apesar do alento de reencontrar um pedacinho do meu passado, me senti também inapropriada vendo que ela “crescera” e eu não. Trocamos contatos e seguimos nossos caminhos.

Alguns dias depois, no msn, fiquei decepcionada ao saber que Karina tinha esquecido a guitarra num canto do quarto e achava que ter banda, naquele momento, era “nada a ver, pô!”. Estava até pensando em vender o instrumento. Doeu fundo na minha alma. Para mim, que estava desesperada para arrumar uma banda, ver que alguém com quem eu havia compartilhado um sonho havia “saído dessa” era um soco na boca do estômago. Mas não sei dizer se o que eu sentia era mais por causa da negação dela ou da minha. Ela renegava o passado enquanto eu me recusava a crescer.

Mas resolvi insistir um pouquinho, e já estava quase desistindo, quando – SURPRESA!!! – ela é que acabou me convidando para tocar numa banda que ela achara pela internet. E, cara, ela entrou de cabeça! Assumindo mais riscos dessa vez do que quando éramos adolescentes, como se não tivesse nada mais a perder.

Então hoje, querida, eu te dou os parabéns não apenas pelo seu aniversário de 24 aninhos; te dou os parabéns por manter viva sua criança interior, por se manter fiel à sua essência e por ser TROO PRA CARALHO!!!

Um grande beijo e não deixe o monstro coorporativo te engolir.

Sobre “A” banda do momento…

Posted in Uncategorized on 23 fevereiro 2010 by punkdoc

Lendo o post do Bolinho com APENAS 1 ano de atraso, eu lembrei de um “causo”.

Como alguns sabem, eu sou roqueira de “berço”, herdei do meu pai. E meu pai tem amigos roqueiros que por sua vez passaram esse dom à prole.

Coisa de uns 4, 5 anos atrás, meu pai me falou:

-“Filha, quero comprar um presente pro filho de um amigo meu. O garoto tem 17 anos e gosta de rock. Diz aí uma banda boa, que está fazendo sucesso, que eu vou comprar um cd pra ele.”

Pensei, pensei e por fim eu disse que não sabia. Meu pai ficou puto porque achou que eu estava de má vontade; que não queria “entregar o ouro”. Afinal, se eu conhecia milhões de bandas e sempre ia atrás de umas coisas absurdas, tipo surf-music sueca, como não saber qual é “A” banda do momento?

As coisas mudam, pai.

Desculpem o transtorno.

Posted in Uncategorized on 23 fevereiro 2010 by punkdoc

Lamentamos informar que no mês de fevereiro estaremos trabalhando com a TPM no modo “mulher normal”, com choradeiras, chocolates e compras. Estamos trabalhando para restabelecer o funcionamento normal do sistema de rodinha, cerveja e Pantera. Agradecemos a sua compreensão.

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Agradecimento especial aos amigos que ouviram desabafos, se molharam com as lágrimas e emprestaram o cartão de crédito.

Samiam, do começo ao fim.

Posted in Uncategorized on 9 dezembro 2009 by punkdoc

Nessa semana, minha vida vida está cheia de finais: na sexta passada foi meu último dia de faculdade, amanhã é o dia de receber o canudo e semana que vem tem o baile de formatura para jogar a útima pá de cal na minha vida universitária.

Também estou numa fase de inícios: no último domingo a minha nova banda fez o primeiro show (foi a primeira vez que subi no palco em 6 anos). E na próxima sexta é o dia de fazer minha matrícula no Programa de Residência, que vai me escrevizar pelos próximos três anos.

E o quê o Samiam tem a ver com isso?

Samiam é uma banda que eu tinha deixado meio de lado nos últimos tempos, mas era a banda que eu mais escutava quando eu entrei na faculdade. E amanhã, dia em que eu saio oficialmente dela, a banda faz um show bem aqui pertinho da minha casa.

Não poderia haver final mais feliz.

Você mudou a minha vida!

Posted in Uncategorized on 13 novembro 2009 by punkdoc

Comentário que eu deixei no blog do Alemão, vocal do 8 Milímetros ( http://mvhc.blogspot.com/2009/10/o-primeiro-show.html ). Não sei se ele vai ler lá, mas talvez alguém leia aqui.

“Alemão, depois de ler esse post eu tive certeza de uma coisa que eu já desconfiava: VOCÊ MUDOU A MINHA VIDA.

Eu sou batera, toco desde dos 12 anos, sempre fui roqueira mas me ligava mais no mainstream. Até o dia em que um moloque da escola me chamou pra tocar numa banda de punk rock. Eu tinha uns 15 anos e na época de punk eu só conhecia o Offspring. Entrei na loja lá do Downtown, que era perto do trabalho da minha mãe, com cara de perdida. Você me perguntou se eu queria ajuda. Eu contei a história e você começou a me mostrar um monte de cds de bandas que até hoje eu curto, como Pennywise e Rancid. Como eu só tinha grana pra comprar um levei o Punk-O-Rama 2.
Cheguei em casa e botei o cd pra tocar, sem saber muito o que esperar. Gostei logo de cara, mas quando chegou na faixa 4, Only the Good Die Young coverizada pelo Me First & The Gimme Gimmes, minha vida, como eu conhecia até então acabou. Megulhei no underground de cabeça e até hoje não chegei na superfície.

Valeu, cara!”

É isso aí.