Feliz dia das mulheres, papai

Postado em dunk sincerity, My dad can beat up your dad!, pensamento do dia com as tags , , em 8 março 2011 por punkdoc

Sou mulher e sou roqueira desde criancinha, mas passei a maior parte da minha vida repudiando bandas femininas. Durante a adolescência eu tinha ‘nojinho’ daquelas garotas que eu via na MTV de batom vermelho borrado e cabelo despenteado com aspecto sujo. Toda vez que meu pai vinha mostrar para mim (para me incentivar) uma mulher tocando eu sentia um desconforto, um contrangimento que eu não sabia explicar, mas que hoje em dia tem um nome: “vergolha alheia de mim mesma”.

Eu simplesmente odiava bandas que levantavam a bandeira feminista, que falavam mal dos homens e pregavam que a mulher que se depila está se transformando em objeto sexual perante a sociedade etc;

Demorei muitos anos para entender porque eu me sentia desse jeito, tão desconfortável. Na verdade, a coisa era muito simples… Se tem outra palavra/conceito que eu odeio e também me faz sentir vergonha alheia de mim mesma é superação. Sempre ouvia que essas mulheres roqueiras tiveram que superar muita coisa em suas vidas para conseguir serem respeitadas e se expressar daquela maneira. Eu achava isso uma forçação de barra enorme…afinal o que havia de tão ruim e difícil em ser mulher? Por que que era diferente de ser homem?

Eu não entendia para quê tanto alarde em relação a isso devido à criação que eu tive. Meu pai criou para mim um mundo de total igualdade entre meninos e meninas, em que eu brincava de cybercops e jogava bola com meus primos (que viviam mais lá em casa do que na casa deles) com a mesma naturalidade que meus primos brincavam de casinha comigo. Eu subia em árvore e andava de skate mas pintava a unha de rosinha cintilante e era tudo normal.

Então, neste dia 8 de Março, eu quero agradecer a você, Papai, por ter me feito acreditar que a mulher pode ser/fazer o que ela quiser na vida, da astronauta à dona de casa; de rebelde à romantica; de roqueira à médica.

O Fantasma do Natal Passado

Postado em dunk sincerity, Uncategorized em 13 dezembro 2010 por punkdoc

Neste fim de ano recebi uma inusitada visita de uma parte do meu passado: a minha adolescência!

Começou de mansinho, com um show do Millencolin no fim do mês passado. Nesta tour, eles comemoravam o aniversário de 10 anos do lançamento do cd “Penny Bridge Pioneers”, que foi o primeiro disco de hardcore de uma banda que eu comprei (antes dele só havia comprado coletâneas). O show foi legal mas com pouco gás: os caras já deviam estar cansados de tocar o mesmo set todos os dias por toda a turnê, mas foi a chance da minha vida de entrar numa roda de pogo ao som deles. Na primeira vez que eles vieram, em 1998, eu ainda não conhecia a banda (conheci 1 mês depois, que azar :/ ). Na segunda, em 2006, eu estava lá, o show foi lindo, mas não pude aproveitar ao máximo pois havia acabado de fazer uma cirurgia delicada na perna. Então essa era A vez. E assim foi, não saí da roda um minuto que ela tenha durado, para compensar tudo o que eu já perdi.

Logo no início de dezembro, chegou a vez do Pennywise. Quando eles vieram ao Rio em 2004 eu quase (muito quase) morri na roda, mas desta vez havia um porém: o vocalista novo, Zoli Teglas. Eu gosto bastante de Ignite e acho que ele faz um ótimo trabalho lá, mas Pennywise é simplesmente minha banda favorita. E eu achava que o estilo do Zoli, mais refinado e afinado, ia macular o PW que eu conhecia: rápido, duro e direto. Passei o começo do show na lateral do Circo, só olhando, achando tudo meio estranho: o timbre, o clima, a movimentação do cara no palco. Depois de umas 3 músicas me veio um pensamento: ” Você vai mesmo deixar de entrar na roda por isso?”. Então eu me joguei, e não sei se foram as porradas, as cervejas ou a conjunção dos astros, mas passei a achar tudo mais legal e intenso. Ainda não era o Pennywise que eu conhecia mas era era o melhor que podia ser. Eu assistiria esse show de novo e isso é um elogio e tanto vindo de uma fã velha e ranzinza.

E ontem eu vi (ou será que sonhei) uma coisa que eu achei que morreria sem ver: um show do Street Bulldogs. Essa foi uma das bandas que mudou a minha vida: a primeira vez que escutei, senti um troço crescedo dentro de mim, uma inquietação, uma vontade de mudar o mundo! Não sei descrever, só sei que todos os meu sonhos mudaram naquele momento. Mas apesar disso, eu NUNCA tinha visto um show do Street. Eu era uma adolescente solitária, vivia sozinha no meu mundo de músicas encantadas, e não conhecia ninguém com quem compartilhá-lo. E não tinha coragem de ir sozinha a um show pois achava que iam me olhar torto, me julgar. Assim, depois que eu finalmente “got a life” os Bulldogs não vieram ao Rio. Por isso, quando soube do fim da banda, fiquei inconsolável.

Pois chegou a minha redenção. O show mais improvável da história foi marcado e depois de vários dramas que no momento são irrelevantes, peguei um avião para São Paulo com o meu namorado, com a ansiedade a mil, para ver a banda da minha vida. Logo na porta do Hangar, vi um rosto conhecido do Twitter, o Thiagonix. Fui puxar papo e o cara foi super simpático e receptivo e nos fez ficar a vontade num lugar totalmente desconhecido. >>Fast Forward>> No fim do show do Hateen eu fui chegando pra frente pra garantir meu lugar. Enquanto as cortinas estavam fechadas parecia que meu coração ia sair pela boca. Quando eles começaram a tocar eu comecei a cantar desesperadamente como se aquele fosse o último dos dias. Pela primeira vez na minha vida, eu não sabia se eu entrava na roda ou se ficava só olhando, por que eu queria gravar todos os instantes na minha mente, mas historicamente, eu sempre consigo “sentir” melhor um show pogando. Sabe aquele troço que vai crescendo dentro do peito… aquela inquietação, a vontade de mudar o mundo? Senti tudo outra vez.

Minha avó sempre dizia que eu não devia me preocupar, por que o que era meu estava guardado. E esse show estava guardado pra mim!

Cachorros Vira-latas

Postado em Ahn?!?, Propaganda Enganosa em 4 outubro 2010 por punkdoc

Ontem foi a dia das eleições, onde votamos cargos imortantes do país, inclusive governador.

Pois enquanto eu esperava para atravessar a Av. Nossa Senhora de Copacabana para encontrar meu pai para o almoço de domingo, Gabeira passou em carro aberto, acenado para os transeuntes. Estes, por sua vez, gritavam “Gabeira”, “É Verde” ou “43″ em massa. Praticamente todas as pessoas à minha volta se manifestaram, bradaram, acenaram, assobiaram, como se estivessem na presença de um grande herói nacional.

Mas no fim das contas Sérgio Cabral venceu a eleição pra governador do Rio de Janeiro com uma grande diferença de Gabeira, segundo colocado.

O que me leva a pensar: e aquela manifestação toda? Será que aquelas pessoas que fizeram “festinha” para o candidato votaram nele? Ou estavam só de “oba-oba”? Será que a amostra era “viciada” por se tratar de um bairro da Zona Sul? Ou era tudo hipocrisia? Como cachorros carentes implorando atenção.

Eu votei em Gabeira. Não por achá-lo “o menos pior” e sim porque eu acho que, no mínimo, ele é coerente (maluco, talvez, mas coerente).

No entanto eu era a única pessoa calada na multidão.

Meu pai, meu herói!

Postado em My dad can beat up your dad! em 8 agosto 2010 por punkdoc

Meu pai, assim como todos os bons pais, sempre dão um jeito de tirar o rebento da furada. Mas dessa furada, só mesmo O MEU PAI (porque meu pai é foda!).

Ele tocou com a minha banda!

Sim! Eu tinha 17 anos e tocava numa bandinha que estava com um show marcado pro fim de semana… Eis que na quinta ou sexta feira recebemos a notícia: O nosso baixista estava de castigo porque tinha tirado nota baixa e não poderia tocar.

Os moleques me ligaram desesperados, mas eu nem me abalei. Pois eu tinha a solução: MEU PAI!

Dei um cdzinho com as músicas para ele tirar, pois não havia tempo para ensair. Quando chegou a hora do show, ele arrumou um lugarzinho escondido no palco, meio atrás da cortina, para que ninguém conseguisse vê-lo, porque ele estava se achando ridículo tocando no meio de um monte de adolescentes.

O show correu muito bem até que ao final, o vocalista falou: -”Pô, galera, eu queria fazer um agradecimento especial aí pro Seu Damião, pai da nossa batera, que veio substituir nosso baixista em cima da hora. Palmas pra ele!”

E nesse momento, meu pai morreu de vergonha.

Foi a forra, afinal, todo adolescente reclama que seu pai o faz “pagar mico” (ou pelo menos assim se falava na minha época).

E é por essa e muitas outras que eu AMO O MEU PAI!

Minha Vida em 5 Músicas

Postado em Uncategorized em 17 junho 2010 por punkdoc

A primeira música que meu pai me ensinou a cantar

The Beatles – Hello Goodbye

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A música que me fez gostar de rock

Foo Fighters – Monkey Wrench

A música que me fez descobrir o underground

Street Bulldogs – We Build Our Own Way

A música que me fez querer fazer parte dele (underground)

Me First & The Gimme Gimmes – Only the Good Die Young

A música que me provou que era possível fazer o som que eu gostava em português

Aditive – Ganhar ou Perder

Questionamento existencial

Postado em Ahn?!?, pensamento do dia em 26 maio 2010 por punkdoc

Como você sabe que um queijo gorgonzola está estragado se ele já é naturalmente mofado?

A princípio essa pergunta pode parecer totalmente idiota, mas não se aplica somente a queijos. Como eu vou saber que realmente estou velha se me sinto velha basicamente desde que terminei o ensino médio?

Meu namorado falou…

Postado em Eureka!, pensamento do dia em 11 maio 2010 por punkdoc

…outro dia no elevador:

-Cara, Ultraje a Rigor é tipo o NOFX brasileiro, né?

Como eu amo esse menino hehehehehe.

Como pogar sem se fuder (muito)

Postado em Eureka!, Propaganda Enganosa em 18 abril 2010 por punkdoc

Eu adoro rodas de pogo, apesar de eu ser tudo o que normalmente não se vê numa rodinha. Sou mulher, tenho 1 metro e 60, peso 48 quilos e pra piorar tenho 25 anos, o que praticamente faz de mim uma senhora corroída pela osteoporose!

Mas eu simplesmente não consigo assistir um bom show sem me jogar. Eu até tento, mas é impossível. Eu sinto como se a coisa mais importante da minha vida estivesse quase nas minhas mãos, mas eu não posso alcançar.

Depois de muito me ferrar em shows, percebi algumas coisas que facilitam muito a sobrevivência:

1- Não se jogue logo ao som dos primeiros acordes do show:
Espere a roda se formar para ver o panorama geral e localizar eventuais playboys mal intencionados para se manter longe deles.

2- Entre no meio das músicas:
Quando alguém identifica a música favorita sai pela roda como um rinoceronte cocainado. Mas o gás normalmente acaba antes da música.

3- Vá pelas beiradas:
Se achar que a roda está violenta demais para o seu gosto, fique na perifeira dela. Com as pessoas vindo em sua direção por apenas um dos lados dá para sentir um pouco da emoção sem tomar um cruzado no queixo.

4- Ou não…
Quando a roda é formada por pessoas “da paz” o meião costuma ser o lugar mais tranquilo. Neste caso, quem chega na beira geralmente é por que perdeu o equilíbrio e saiu catando cavaco.

5- Quando uma música acabar, saia!
A próxima pode ser o maior hino da banda e aí o bicho pega. Num tem jeito

Eu vejo o seu futuro…

Postado em dunk sincerity, Eureka!, Idéia Caótica, pensamento do dia com as tags em 5 abril 2010 por punkdoc

Um amigo meu está mal de cabeça. Falta de mulher. Eu, tentando animá-lo (sem sucesso, claro) pergunto:

-Tem alguma coisa (coisa, não pessoa) que te acalenta?

Ele respondeu:

-Pô, beber. E tocar violão também, tipo, tão saindo umas letras, melodias e tal. E comer. Basicamente isso.
Espírito de porco que sou, cheguei a apenas uma conclusão:

-Então, basicamente vc me diz que vai virar o Fat Mike: gordo, bêbado e lançando 2 eps por ano?

Então tá…

Postado em pensamento do dia em 31 março 2010 por punkdoc

… o Dourado ganhou o Big Brother. Parabéns pra ele. Eu não posso dizer nada mais a respeito já não assisti um capítulo sequer, porque BBB não faz a menor diferença na minha vida. Mas se faz na sua, beleza. Tem tanta coisa que faz uma PUTA DIFERENÇA NA MINHA que é motivo de risada pra outras pessoas…

Então como diz a sabedoria popular: “Cada um no seu quadrado.”

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Ouvindo Satanic Surfers – Good Morning

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